Amor/Sentimento Textos

Labirintite de Amor

24/06/2016

             No labirinto do me encontrar eu encontrei foi um atalho. Certo. Errado. Atalho para o paraíso. Inferno. Tanto faz. O importante é ir. Fundo. Ao centro da terra. Me derreter em lava pra tentar desvendar o que nem o destino sabe. Você quer saber?! Eu não sei! Você sabe? O que é que se acha dentro de um músculo? Um coração que bate e para, asfixiado, enquanto você não aparece… não merece respeito. Tem que ser mesmo é pisado. E bem pisado que é pra padecer… Padecer de quê? Sei lá, de uma dor de sei lá o quê. Uma dor de inspiração que quer explodir de paixão e abraçar o mundo no abraçar de um só corpo: você. Você, você e você… Por que tanto você? Pra que tanto você? Você que faz tautologia com meus sentimentos. Você que me joga com o seu joystick e me joga contra a parede pra que eu bata e rebata e te volte forte num angélico arrebatar da alma… Eu bato e não rebato toda a vontade que bate quando eu tenho vontade de te bater na cara… Com carinho. E, às vezes, sem carinho, mas com tesão, muito tesão. Não quero me achar. Não quero te achar. Quero mais é descompasso. Sem migalhas pra marcar trilha de volta. Porque caminho é pra quem precisa de rumo. Eu não preciso de rumo: eu preciso é de você. E preciso de ar e preciso de liberdade e preciso ainda mais da sua prisão. Eu preciso me agarrar ao meu falso complexo de superioridade que é pra eu fingir que aguento o tranco de amar alguém como você, meu complexo penar… Mas pare agora. Não tenha pena de mim. Nunca. Esse direito é só meu… que tenho, sim, muita. Você também teria.  Sabe quão insuportável a dor de uma labirintite de amor? Perco-me da cabeça aos pés ao perder os pensamentos no seu corpo. Troco todos os meus desejos pela sua saliva… Vai, estala os dedos. Prove-me! Comprove! Sou mercadoria vencida, pra você, saio pela metade do preço… Aliás, troco-me. Dôo-me. Ai, tá bom, vai… eu te dou. Mas pega logo. É pegar e usar. Não perca tempo tentando me tirar a etiqueta, porque eu não sou de marca, mesmo. E só ouse me tirar de você quando for pra me jogar fora… Numa lata de lixo que se for sua, baby, pra mim será um luxo. Porque eu sou vira-lata e eu te quero é com todos os restos… de todas as palavras… torradas e tórridas… cobertas com geleia de amora e muita neosaldina que é pra aguentar a ressaca de uma noite borbulhante. Uma noite borbulhantemente perdida… numa escuridão tecida… com fios de cabelos dourados e só. Muito só. Com você.

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