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Vítimas da Vida

27/06/2016

A pessoa mal acorda já reclama. Tudo é problema, tudo é pesado, tudo é complexo. A pessoa não anda para frente, não sai do passado, enfim, permanece… E permanece fazendo com que a vida dos que a orbitam seja tão intragável quanto a dela. A vítima da vida é aquela que, praticamente, chama os tiros para si. É aquela que é capaz de se jogar na frente de um caminhão só para dizer que aquilo só poderia ter acontecido com ela.

Não sei que curso de especialização as vítimas da vida frequentam, mas que eles funcionam, nossa, como funcionam… Conheço muita gente desse tipo. Acho triste, para não dizer covarde. Covarde porque ser assim é muito cômodo. E, desculpem-me a franqueza, mas comodismo é para gente fraca. É para gente medrosa que teme dar saltos no escuro, que não arrisca, que não é capaz de se dar crédito, que não é capaz de se fazer acreditar… Pessoas assim só podem ser gente sem fé. E gente sem fé, principalmente em si mesmo, não chega a lugar nenhum. Aí, sem nada melhor para fazer, decidem chamar a atenção do mundo se vitimizando. Ah, sai pra lá!

Culpar o marido, a namorada, a mãe, o pai, o irmão, o amigo, o fulano, o beltrano, o sicrano é, de fato, muito mais fácil do que admitir para si mesmo que, se o seu tempo parou no passado, é por culpa sua. Você se acomodou, você não tentou, você desistiu, você não suportou, você optou e, como todos os que optam pela inércia, você correu dos ossos da vida e fraquejou.

Viver reclamando que a vida que você tem não é a vida que você gostaria de ter é se passar um atestado de falência. Porque quem quer de fato mudar, muda. Quem reclama que o presente continua parecido com o passado é porque usou mal o presente do passado. E continua a usar mal o presente que, amanhã, também será passado, ou seja, vai morrer como sempre viveu.

Quem não faz bom uso do presente será presenteado com um futuro dejavù. Apesar de uma década passada, sua vida vai ter a mesma cara da década retrasada – com a adição de algumas rugas… Não adianta, a vida é um espelho: “diga-me quem tu és”. Aliás, você sabe? Você sabe quem você é? Você são seus atos. Você é o produto de suas ações. Eu disse ações, não disse o produto de uma bunda sentada no sofá da sala, até porque, se esse for você, não tem problema, admita-se como uma bunda sentada no sofá da sala e seja feliz. Cada um nasceu para uma coisa, inclusive os sofás, que nasceram paras acomodar os bundas sentadas.

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3 Comments

  • Reply Eidisara 11/05/2017 at 19:54

    Excelente!!!

    • Reply @domingas_admin 11/05/2017 at 21:07

      Obrigada! Abraço.

    • Reply @domingas_admin 20/05/2017 at 17:00

      Obrigada!

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