Reflexão/comportamento

M de massacre, M de mulher

14/02/2018

Meu nome é Regina. Tenho 25 anos. Fui estuprada por meu namorado.

Meu nome é Raquel. Tenho 39 anos. Fui violentada por meu ex-marido.

Meu nome é Mariana. Tenho 17 anos. Fui abusada por meu tio aos 7 anos de idade.

Meu nome é Sônia. Tenho 32 anos. Fui estuprada por um taxista.

Meu nome é Nara. Tenho 57 anos. Fui abusada por 4 anos na infância por meu avô paterno.

Meu nome é Domingas. Tenho 37 anos. Fui abusada na infância por um colega de meus pais.

Meu nome é Maraísa. Tenho 13 anos. Fui estuprada por meu irmão mais velho.

Meu nome é Simone. Tenho 6 meses de idade. Não quero ser mais um verso deste poema.

Este poeminha triste aí em cima nada mais é do que a ficcionalização dos dados reais deste gráfico aí embaixo.

Infelizmente, o M de Mulher, também aponta para o M de massacre. Vivemos, ainda, depois de tanta evolução, no terreno retrógrado da violência, do estupro, do abuso, da diminuição, da objetificação. Somos, mesmo depois de “aprovadas” em todas as provas que atestam nossa humanidade, ainda tomadas por seres menores, subjugadas, desrespeitadas. Exercemos tal poder no imaginário humano que, injustamente, já fomos:

  • Expulsas do paraíso pelo crime da perversão:

  • Queimadas pelo crime de superstição:

E como se não bastasse nosso passado, no presente ainda somos:

  • Apedrejadas por nossos “irmãos”;

  • Compradas como ficção:

  • Objetificadas pelo mercadão:

É… É chegado o tempo do basta. É chegada a hora da revolução. Peguem seus cuturnos, seus saltos agulha, suas canetas, seus livros, seus esmaltes. Não importa a tribo que você segue, nem a moda que você despe. É chegada a hora: Mulheres, uni-vos! Para que a pequena Simone lá do meu poeminha não precise ser mais uma vítima. Para que a pequena Simone lá do verso, possa assumir em seu M de mulher, um outro que não seja de Massacre, mas de Maravilha.

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