Poemas

Sem brinquedo

15/05/2016

No apagão de sua saída

pôs-se o hemisfério do dia

– meio inteiro do mapa –

no buraco-negro da noite

A vida, sob uma densidade insensata,

comprimida

A gravidade pesada pisada

ao chão

Do lado de fora,

o carrossel expresso do tempo

Dentro,

os cavalinhos imóveis:

o parque de diversões gira

sem brinquedo.

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